25 de outubro a
3 de novembro de 2013
Centro Cultural e de
Exposição Ruth Cardoso
03/11/2013
Sintufal promove debate sobre transfobia e identidade de gênero
Evento foi promovido pela Coordenação de Direitos Humanos, Gêneros, Raça e Etnia do Sindicato

Silvia Shayline – jornalista

Aproveitando o momento do 13º Ciclo de ativismo LGBT de Maceió, que iniciou dia 25 de outubro, a Coordenação de Direitos Humanos, Gêneros, Raça e Etnia, do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal, trouxe a discussão para a 6ª Bienal. O tema diversidade sexual, voltado às questões e direitos civis e sociais de uma classe que atualmente vem sofrendo muito preconceito, chamou a atenção do público e, em três dias de inscrição, foram preenchidas 90 vagas.

A proposta desse debate entre a psicóloga Juliana Frota, o primeiro transhomem do Brasil, João Nery, e a mediadora Silvia Teixeira de Lima era conhecer mais sobre a transcendência de sexo e como assumir a verdadeira identidade. “É importante quebrar esse tabu; é necessário que sejam discutidas as questões de identidade de gênero para promoção da diversidade”, disse Laurita Santos, coordenadora da pasta de Direitos Humanos, Gêneros, Raça e Etnia do Sintufal.

Para o estudante de dança, Diego Januário, eventos assim são importantes, principalmente na realidade de Alagoas, que é o Estado mais perigoso para homossexuais, segundo pesquisa divulgada em janeiro pelo Grupo Gay da Bahia. “Ações como essa são de extrema importância para todo o público, pois é preciso sim discutir gênero neste momento em que a sociedade vive, principalmente dentro de Alagoas”. O professor Luiz Correia, complementou que discussões como essa, com caráter provocativo, esclarecedor e histórico precisam de atenção especial.

Ela é o show!

Ela é o Show! é a obra da psicóloga e mestra em sociologia Juliana Justa, fruto de uma pesquisa com transexuais de Fortaleza e que aborda muitas questões como conceito de identidade de gênero, sexualidade e corpo dos travestis e transexuais. Segundo a autora, o livro promove uma visibilidade de como esse público trabalha em função de quebrar barreiras e inserir suas performances como arte, assim como a escolha de seus nomes, como se montam e que não se fazem de vítima, pelo contrário, se mostram.

São problematizadas dez histórias, que explicam como funcionam seus rituais, seus ensaios, a escolha do nome e a relação com a família.

Viagem Solitária

O livro Viagem Solitária conta todo percurso de João W. Nery, primeiro transhomem operado no Brasil, numa época em que o assunto nem era comentado pela sociedade e a discussão de mudanças de sexo era bem embrionária. A autobiografia relata sua experiência vivida há quase três décadas, numa época em que esse tipo de procedimento era proibido no Brasil, e todas as sensações vividas por ele desde a infância e sobre seu maior orgulho, a paternidade.

Sua obra é, como ele próprio diz, a “luz no túnel” para aqueles que querem se revelar, ou que sofrem as pressões da sociedade, que não mudou e desde sempre continua machista.

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