25 de outubro a
3 de novembro de 2013
Centro Cultural e de
Exposição Ruth Cardoso
03/11/2013
Performer Felipe Monteiro lança livro na Bienal
Corpos diferenciados: Criação da performance ‘Kahlo em mim eu e(m) Kahlo’ foi lançado pela Edufal

Deriky Pereira – estudante de Jornalismo

Foi em 2007 que Felipe Henrique Monteiro Oliveira entrou no curso de graduação em Artes Cênicas na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A partir de então, ele desenvolveu a expressão “corpos diferenciados” com o apoio da professora Nara Salles e, levando o assunto em frente, transformou-o em tema de seu mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A dissertação, por sua vez, dá nome ao seu livro Corpos diferenciados: Criação da performance ‘Kahlo em mim eu e(m) Kahlo’, cujo lançamento oficial foi realizado na última sexta-feira (1º), durante a programação da 6ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Em uma rápida conversa, Felipe fala sobre a origem da pesquisa e sobre sua inspiração: a mexicana Frida Kahlo.

“O livro foi o objeto da minha dissertação sobre corpos diferenciados, termo criado para designar pessoas que possuem deficiência corpóreo-vocal. Nele, eu faço um estudo da antiguidade à contemporaneidade desses indivíduos na sociedade e, depois, como eles apareceram na cena, passando pelo teatro pós-dramático. Para isso, entrei de cabeça no universo biográfico e pictórico da Frida Kahlo”, explicou Felipe.

Segundo ele, a princípio, sua ideia não era entrar em cena – Felipe é formado no curso de licenciatura em Teatro –, mas o mestrado lhe fez aprofundar seu corpo [em cena], fazendo com que dialogasse com a mexicana. “Ela também tem um corpo diferenciado e eu escolhi fazer esse diálogo pelo fato de a Frida nunca ter ficado naquela zona de conforto do ‘coitadinha’. E é isso que eu tento trazer para o livro, tirar isso da sociedade, pois somos normais. Temos, apenas, um corpo diferenciado”, acrescentou.

Para Felipe, a Bienal é um evento que denota a vontade de pegar um livro e folhear. “A Bienal é um espaço cultural e artístico onde a pessoa tem a oportunidade de entrar em contato com os livros, saindo um pouco da dimensão tecnológica do computador. E é disso que eu gosto: riscar, desenhar, enfim, eu acho que a Bienal traz isso, a vontade de pegar e folhear um livro”, disse.

A mãe de Felipe, Maria Josinete Monteiro, disse estar bastante satisfeita com o lançamento do livro do filho. “Pra mim, o lançamento do livro dele foi fantástico, eu fiquei muito satisfeita. Agradeço muito a Edufal, na pessoa da professora Stela Lameiras, que conduziu essa Bienal muito bem, o evento está muito bonito e, com muita satisfação, eu a agradeço por isso”, declarou.

“E me disseram que está vendendo bem, viu, antes mesmo de o livro ter sido lançado, a Edufal me falou que já estava com boa saída. Isso é muito bom, um reconhecimento ao trabalho, eu espero que leiam e gostem; escrevi para isso”, completou Felipe.

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