25 de outubro a
3 de novembro de 2013
Centro Cultural e de
Exposição Ruth Cardoso
03/11/2013
Seminário afro-internacional discute articulação entre África e Brasil
Evento reúne representantes de países africanos e de comunidades afro-brasileiras

Myllena Diniz – estudante de Jornalismo

O último dia da 6ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas começou com programação cultural e atividades acadêmicas de relevância histórica e social. No auditório do Centro de Convenções de Maceió, o 2º Seminário Afro-internacional: A comunidade dos países de Língua Portuguesa e os contributos para o diálogo entre África e Brasil (Igbá) levanta debates sobre o espaço de articulação, troca de experiências e os saberes entre as duas localidades.

As atividades do Igbá tiveram início com o painel África no século XXI: um continente de oportunidades, com apresentação de Daniel Antònio Pereira, diplomata de carreira, historiador e embaixador da República de Cabo Verde. Simone Caputo Gomes também participou do momento e falou sobre os caminhos da negritude na poesia moçambicana.

De acordo com a coordenadora do evento, Arísia Barros, o seminário tem como objetivo a troca de saberes entre representantes de países africanos e da africanidade alagoana. “A proposta é criar um palco de discussão, onde várias vertentes da comunidade negra possam interagir. A partir do diálogo entre África e Brasil, as ações afirmativas começaram a surgir e a negritude, como conceito, começou a abraçar a consciência das pessoas”, explicou.

Arísia também criticou o descumprimento da lei 10.639/03, que prevê o ensino obrigatório da história e da cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas brasileiras, públicas e privadas. “No Brasil, muitos livros de História colocam o negro numa posição negativa. Precisamos rever isso e exigir que a lei seja cumprida nas escolas”, salientou.

A Banda Afro Gurungunba, de Viçosa (AL), agitou o público do evento com apresentação artística e cultural, no salão do Centro de Convenções. Segundo a assessora do grupo, Sidinéia Tavares, o grupo resgata tradições. “A banda existe há onze anos e é fruto de uma iniciativa da Escola São José, que criou um projeto de estímulo à cultura afro entre os estudantes. Zumbi dos Palmares faleceu em Viçosa e o município também abriga três comunidades quilombolas, o que reforça ainda mais a necessidade de um projeto como esse”, reforçou.

A programação do Igbá acontece durante todo o domingo, até às 18h, com palestras de Golbery Lessa, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Ministério do Planejamento e Orçamento, e de Savio de Almeida, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Direito, Sociedade e Violência.

 

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